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História da Assembléia de Deus em Pacajus


Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 Três horas da tarde de um domingo.

Três horas da tarde de uma sexta-feira.

Essa última notação cronológica marca a hora da salvação, o filho de Deus, na cruz dá a sua vida para a salvação de todos os homens. Ali o centurião gentil, impuro aos judeus, faz a confissão de fé da igreja, que viria a ser a confissão de fé de todos os crentes que viriam a existir, inclusive os de Pacajus.

Confissão inspirada pela pregação do evangelho feita às três horas da tarde em culto de domingo, aos 25 de junho de 1955, na praça da cidade. Os arautos da boa nova salvadora, José Ferreira da Silva e Belarmino Morais Rego, trouxeram o Evangelho salvador pentecostal, na mesma hora em que o Filho de Deus expirou e num lugar público, onde todos podiam ouvir, pois a praça é um lugar público por excelência e é também um lugar das novidades e diversidades, onde todo acontecimento importante tem o seu lugar e vez.

Os destemidos servos de Deus, José Ferreira e Belarmino Morais, não tiveram a vida por preciosa ao anunciar em praça pública o evangelho pentecostal. A visão que os dominava e o senso de obediência a voz divina os fez romper barreiras sociais, religiosas e políticas, para que o povo pacajuense tivesse a oportunidade de ouvir o evangelho. Eles viram mais que uma sociedade fechada e hostil; viram a Igreja nascendo pela fé no Filho de Deus. Daí que não mediram esforços e fizeram-se peregrinos, deslocando-se de norte a sul e de leste a oeste, a fim de anunciar o Evangelho.

 

Como pioneiros, porque não dizer apóstolos, José Ferreira e Belarmino Morais, não se sedimentara, fixando-se em um lugar nem se recolheram em meio às ameaças e hostilidades, mas fixaram seus olhos na tarefa a cumprir e no resultado a ser obtido. Seu único bem e garantia era a certeza de que estava obedecendo a Deus, orientados pelo Espírito Santo. Prova disso veio dos frutos das primeiras conversões; Nominalmente podemos citar, o caso da irmã Raimunda Terto (Chica gorda), que se converteu ao Evangelho após a pregação desses arautos de Deus, como Lídia, que abrira o coração para ouvir Paulo, em Tessalônica. Assim aconteceu com a irmã Raimunda Terto, que sendo de posses, acolheu os servos de Deus em seu hotel, dando-lhes abrigo e protegendo-os da População que se agitava por influência do clero.

Outro homem de Deus veio em socorro às necessidades do pequeno rebanho que se formava. Referimo-nos ao então presbítero Emiliano Ferreira da Costa. Homem cheio de autoridade e do Espírito Santo que fortaleceu o trabalho iniciado e reorganizou a igreja incipiente, fortalecendo os crentes na fé.

Emiliano Ferreira

 

O clero e a sociedade pacajuense, de forte tradição religiosa, não podiam acreditar no que estava acontecendo. O clima, portanto, era de temor, apreensão e discriminação social para com os novos crentes.

 

A igreja de Pacajus, enquanto povo de Deus faz-nos lembrar os tessalonicenses, que em meio à tribulação, abraçaram o Evangelho para servir o Deus vivo e verdadeiro e aguardar dos céus o seu filho. Foi justamente isso que aconteceu, notadamente entre os sete primeiros anos, em que não havia nem templo, nem placa denominacional, mas apenas os crentes como comunidade de fé.

 

Foi sob essa convicção que a igreja incipiente e seus pioneiros perseveraram na fé e na obra do ministério. Daí porque, o Pb. Emiliano Costa não hesitou em anunciar o Evangelho, que trouxe muitos crentes a fé, em meio às ameaças de morte, de modo que a Igreja se fortalecia na fé e mantinha-se em constante crescimento.

 

Sob o aspecto social, a fé dos primeiros crentes em Pacajus lembra também, o objetivo para o qual o povo de Deus foi vocacionado: a liberdade de fé e de expressão. Conquista feita não com argumentação, mas com o risco da marginalização social e da própria vida. No entanto, essa não era uma conquista somente do povo de Deus, mas era algo que dizia respeito à própria sociedade pacajuense, pois respeitar o direito dos crentes à fé era respeitar a própria liberdade para a qual foi chamada.

 

Esse foi o preço pago para se construir o  Primeiro templo em Pacajus, no ano de 1962, no bairro de Lagoa Seca.

 

Sob a liderança do seu primeiro pastor, Raimundo (Mundico), sete anos depois de a igreja existir como povo de Deus, a igreja instituição nasceu como ente social e público, ou seja, como denominação Assembleia de Deus, que deu aos crentes uma identidade sócio-religiosa e amparo institucional perante as autoridades. Esse foi um dos grandes méritos ministeriais do pastor Mundico: ter dado a igreja sua face institucional e visibilidade pública. Todavia, o ministério desse homem de Deus, não estava centrado somente na administração, mas na paixão pelas almas e no cuidado pelo povo de Deus. Sua paixão pelas almas moveu-o a sucessivas incursões evangelistas em todo o município, quando muitos foram ganhos para o Senhor Jesus no seu cuidado para com o povo de Deus. Sempre considerou a opinião de seus Colaboradores, eliminando diferenças e mobilizando sua equipe.

Dentre os seus companheiros, destacaram-se:

Expedito Alves da Silva

Raimundo de Sousa

Luis Pacheco do Amaral

Antônio Justino

João Gouveia Martins e

Mizael de Souza Lima.

O surgimento da igreja como instituição e a abertura de novas congregações não foi um sonho solitário do Pr. Mundico, mas foi algo compartilhado e posto em prática por todo o ministério. Com essa visão de obra e ministério, os primeiros vinte e cinco crentes foram acolhidos e puderam melhor expressar sua fé.

 

Dos mesmos, alguns já dormem no Senhor, e outros ainda vivem como testemunhas eloquentes que figuram no rol dos heróis da fé, nas palavras do escritor aos hebreus. Honrosamente mencionamos os irmãos Luis Irineu e o casal Paulino e Ana Rodrigues.

Antes de partir para o Se

nhor, o pastor Mundico havia deixado a AD em Pacajus com cerca de 300 membros e um sucessor, pastor MIZAEL SOUZA LIMA. Foi sob o ministério desse servo de Deus que se iniciou a construção do novo templo em 1971 para melhor acolher e acomodar o povo de Deus. A obra contou com apoio do então prefeito Dr. Vicente de Paulo Menezes.

Pr Mizael

 

 

 

Algumas coisas saltam à vista nesse breve relato.

Primeiro, o crescimento irreversível do povo de Deus, razão de se construir um novo templo.

Segundo, o fato de se construir uma nova sede, quer dizer que a igreja, como povo de Deus, também se autocompreendia como denominação ou assembleianos.

Terceiro, a construção da nova sede com o apoio da maior autoridade local, o prefeito. Ora, isso nos faz ver que diferença houve entre a hostilidade do início, sob a complacência das autoridades, e a marginalização social.

 

Por que o prefeito resolveu ajudar na construção de uma igreja protestante pentecostal?

 

Podem-se apontar vários motivos, mas queremos mencionar apenas dois.

Primeiro, o crescimento irreversível da igreja como povo de Deus ao propor-se a construir um templo sede e ter uma referência denominacional, ganhou visibilidade pública e direita ante as autoridades locais públicas e civis. Logo, a igreja, enquanto instituição ganhou perpetuidade sócio-histórica. Ela pode abrigar sucessivas gerações do povo de Deus e ser um testemunho permanente na sociedade pacajuense. Isso resulta em que pastores e o ministério local vejam a importância do aspecto institucional da igreja, onde o grande herdeiro de tal benefício é o povo de Deus.

Outro motivo pelo qual esse apoio do prefeito se deu pode ter sido pelo fato da igreja ser uma força institucional e social, logo com um enorme potencial para o interesse político (independentemente de qualquer juízo de valor). Por sua vez evidencia-se a força que a igreja tem como instituição dentro do tecido social onde está inserida. Força essa, demonstrada na sua capacidade de reorganizar a vida de homens e mulheres que abraçam a fé.

 

A despeito de todo esforço, o pastor Mizael Souza Lima não chegou a concluir o novo templo, ficando essa incumbência para o pastor Eulálio Pires Sales, novo pastor da igreja. Durante o seu pastorado a igreja de Pacajus conheceu um grande progresso espiritual e ministerial. O campo já contava com cinco congregações filiadas e novo templo em 1971.

Pr Manoel Paulo

 

 

 

Foi em 19 de julho de 1978, que assumiu o trabalho de Pacajus o pastor, vindo de uma ótima administração da igreja de Iguatu (Ce), Manoel Paulo da Silva que teve como uma de suas metas a construção de um templo. A cada ano ao fim dos dez anos havia ampliado o templo sede e construído vários outros também. Construiu a casa pastoral e registrou o Centro Social.

Pr Otonio Ramalho


 

 

No dia 22 de janeiro de 1989 assumiu o trabalho o pastor Otonio Ramalho que em apenas dezoito meses deu continuação ao trabalho e concluiu alguns templos que estava em andamento.

Pr João Bezerra

 

 

 

No dia 17 de agosto de 1990 assumiu o trabalho o pastor João Bezerra da Silva. Logo notou que o templo estava pequeno, o demoliu e reconstruiu ampliando-o em setenta por cento. Construiu e reformou vários outros também. Construiu o refeitório e equipou com todos os utensílios.

Pr Israel Ramos

 

 

 

Em sete de janeiro de 1996, assumiu o trabalho o pastor Israel Ramos de oliveira, logo de início criou a SEMADEP - Secretaria de Missões da Assembléia de Deus de Pacajus – enviou os missionários Elivando e Helena a Venezuela, adquiriu um ônibus para a igreja, construiu o templo atual, e o templo antigo transformou-o em salas de aula e refeitório. Continuou com afinco principalmente no trabalho de evangelização e no ensinamento da doutrina genuína.

No dia dezessete de julho de dois mil e quatro, assumiu o campo de Pacajus, o Pr. Eliackim Rodrigues de Souza que tem permanecido conosco, e dado continuidade aos trabalhos missionários e aos demais ramos dos trabalhos evangelísticos nesta abençoada igreja do Ceará.

O trabalho de Pacajus já desmembrou três ótimos campos: Horizonte, Chorozinho e Cristais. Mesmo assim o campo sede ainda conta com 30 templos e congregações.

 

Fontes:

Revista especial alusiva ao Jubileu de Ouro da Assembleia de Deus de Pacajus (2005) - Editor: Fco. De Assis N. da Silva

Pb. Raimundo Almeida de Lima – Arquivo particular